FIG. 81Passeios
Caminhe por um modelo do Sistema Solar em escala
Reduza o Sol a uma bola de 1,39 m e a Terra vira uma bolinha de gude de 1,27 cm a 150 m pelo caminho, Netuno fica a 4,5 km e a Voyager 1 estaria a 25,7 km.
Este dispositivo não consegue mostrar o modelo 3D. Abaixo, você pode ler as etapas do guia em texto.
1 / 9 Um Sol de 1,39 mEsta bola é o Sol reduzido a um bilionésimo do tamanho: 1,39 m de diâmetro. Cada metro do caminho vale um milhão de quilômetros. Ande com WASD ou as setas, ou use os botões para caminhar ou saltar até a próxima parada. O guia lista 70 objetos ao longo do percurso.
Arraste para girar. Use a rolagem ou o gesto de pinça para ampliar.
Qual é o tamanho do Sistema Solar se o Sol for uma bola ao lado da qual você pode ficar de pé?
Quase todas as imagens do Sistema Solar trapaceiam. Os planetas aparecem enfileirados, a um palmo uns dos outros, e Júpiter parece uma bola de praia estacionada ao lado do Sol. A trapaça é necessária, porque uma página não consegue mostrar ao mesmo tempo os tamanhos reais e as distâncias reais. Esta exposição abre mão dela. Reduz tudo pelo mesmo fator, tamanhos e distâncias juntos, e estende o resultado ao longo de um caminho num parque.
A escala é de um bilionésimo (1 : 1.000.000.000). Nessa escala, o Sol, com 1.391.400 km de diâmetro, vira uma bola luminosa de 1,39 m. A Terra vira uma bolinha de gude de 1,27 cm, sobre um pedestal de pedra 149,6 m adiante. Netuno fica a 4,5 km. Num passo comum de 1,4 m/s, você chega à Terra em menos de dois minutos e a Netuno em 54 minutos.
No caminho há 70 coisas para encontrar: o Sol, oito planetas, cinco planetas anões, 21 luas, uma dúzia de asteroides e cometas, nove naves espaciais e as bordas dos cinturões e da própria bolha do Sol. O botão do guia lista todas. Escolha uma e você é levado até ela.
Um metro para cada milhão de quilômetros
Num bilionésimo, um metro de caminho vale um milhão de quilômetros, e um milímetro de bola vale 1.000 km. Cada bola tem o diâmetro médio do corpo dividido por um bilhão, e cada pedestal fica na distância média do corpo ao Sol (o semieixo maior da órbita) dividida por um bilhão. Os valores vêm das fichas da NASA NSSDCA, e a tabela abaixo foi recalculada a partir deles.
| Corpo | Diâmetro real | Bola no parque | Distância da bola do Sol | A luz do Sol leva |
|---|---|---|---|---|
| Sol | 1.391.400 km | 1,39 m | 0 | |
| Mercúrio | 4.879 km | 4,9 mm | 57,9 m | 3 min 13 s |
| Vênus | 12.104 km | 1,21 cm | 108,2 m | 6 min 1 s |
| Terra | 12.742 km | 1,27 cm | 149,6 m | 8 min 19 s |
| Marte | 6.779 km | 6,8 mm | 228,0 m | 12 min 40 s |
| Ceres | 952 km | 0,95 mm | 413 m | 23 min |
| Júpiter | 139.822 km | 14,0 cm | 778,5 m | 43 min 17 s |
| Saturno | 116.464 km | 11,6 cm | 1,43 km | 1 h 20 min |
| Urano | 50.724 km | 5,07 cm | 2,87 km | 2 h 39 min |
| Netuno | 49.244 km | 4,92 cm | 4,51 km | 4 h 11 min |
| Plutão | 2.376 km | 2,4 mm | 5,87 km | 5 h 26 min |
Algumas comparações ajudam. O diâmetro da Terra cabe 109 vezes no do Sol, então seriam precisas cerca de 1,3 milhão de Terras para encher o volume do Sol. Júpiter é o único planeta que dá para reconhecer a alguns passos sem placa. Mercúrio, Marte e Plutão são tão pequenos que se perderiam se caíssem no caminho.
Quatro planetas pequenos nos primeiros 230 metros
Os planetas rochosos chegam e passam depressa. Mercúrio está a 57,9 m, Vênus e Terra ficam a 41 m um do outro, e Marte está a 228 m. Depois o caminho fica quieto. Júpiter espera a 778,5 m, Saturno a 1,43 km, Urano a 2,87 km e Netuno a 4,51 km. Cada intervalo é mais ou menos tão longo quanto tudo o que veio antes somado, e é por isso que o Sistema Solar exterior parece tão vazio a pé.
Do pedestal de Marte, a bola de 14 cm de Júpiter está a 550 m. Ela ocupa cerca de 0,015°, pouco demais para distinguir entre as árvores, por isso cada parada tem uma placa redonda e o caminho tem uma marca de distância pintada a cada 50 m.
Luas sobre trilhos
A maioria das luas é minúscula perto do seu planeta e fica bem perto dele. A Lua é uma conta de 3,5 mm a 38,4 cm da bolinha de gude, sobre seu próprio alfinete de latão. A Estação Espacial Internacional orbitaria 0,4 mm acima da bolinha, mais ou menos a espessura de uma unha, e o anel de satélites geoestacionários de meteorologia e TV fica a 3,6 cm. O telescópio espacial James Webb trabalha perto do ponto L2, 1,5 milhão de km além da Terra, então seu poste fica 1,5 m atrás da bolinha.
As duas luas de Marte são grãos de poeira. Fobos, com 22 km, teria 0,02 mm e ficaria a 9,4 mm da ervilha de 6,8 mm. O modelo pendura as duas luas marcianas num fio fino como um cabelo, porque um alfinete seria mais grosso que elas.
Os planetas gigantes precisam de mais espaço. De cada pedestal sai um trilho de pedra, e as luas ficam sobre ele nas suas distâncias reais. As quatro grandes luas de Júpiter, as que Galileu viu em 1610, ficam entre 42 cm e 1,88 m da toranja. Titã está a 1,22 m de Saturno e Jápeto a 3,56 m. As cinco luas grandes de Urano cabem em 58 cm, e Tritão fica a 35,5 cm de Netuno. Caronte, a lua de Plutão, tem metade da largura de Plutão e fica a só 2 cm dele, por isso os dois às vezes são chamados de planeta anão duplo.
Aqui você anda mais rápido que a luz
A luz percorre 299.792,458 km a cada segundo. Dividindo por um bilhão, no parque a luz anda a 0,30 m/s. Uma caminhada comum é de 1,4 m/s, então aqui você pode passar a luz do Sol quase cinco vezes. A luz do Sol precisa de 8 minutos e 19 segundos para chegar ao pedestal da Terra: 149.600.000 ÷ 299.792 dá 499 segundos, que costumam ser arredondados para 8 minutos e 20 segundos.
O botão "Enviar luz do Sol" mostra isso. Um pulso sai da bola do Sol a 0,30 m/s, e o painel diz quanto você está à frente ou atrás dele. Ande no ritmo padrão de 3 m/s e você chega à Terra dez vezes mais rápido que a luz.
Quão rápido você pode ir?
O botão de velocidade tem quatro níveis, e as teclas numéricas de 1 a 4 escolhem cada um diretamente:
| Nível | Velocidade | Do Sol à Terra | Do Sol a Netuno | Caminho inteiro (10,3 km) |
|---|---|---|---|---|
| Passeio | 1,4 m/s | 1,8 min | 54 min | 2 h 2 min |
| Passo rápido | 3 m/s | 50 s | 25 min | 57 min |
| Corrida | 6 m/s | 25 s | 12,5 min | 29 min |
| Bicicleta | 12 m/s | 12 s | 6,3 min | 14,3 min |
"Andar até a próxima" leva você caminhando até a próxima parada na velocidade escolhida. "Viagem rápida" salta até lá em uns dois segundos, e o guia salta direto para qualquer item da lista.
O Sol tem o tamanho certo visto de cada parada
Do pedestal da Terra, a bola do Sol, com 1,39 m e a 149,6 m, ocupa 0,53°. É o mesmo ângulo que o Sol de verdade ocupa no céu da Terra. Quando todos os comprimentos encolhem pelo mesmo fator, todos os ângulos continuam iguais. De Marte são 0,35°. De Netuno, 0,018°, cerca de um minuto de arco, perto do menor detalhe que um olho atento consegue ver. Por isso o Sol aparece só como um ponto brilhante quando você olha para trás lá do fim.
Por que o cinturão de asteroides está quase vazio
Dois arcos cruzam o caminho a 329 m e 479 m, marcando 2,2 e 3,2 AU, onde orbita a maioria dos asteroides do cinturão principal. Ceres, o maior corpo do cinturão e um planeta anão, é um grão de 0,95 mm a 413 m. Vesta (525 km) e Palas (512 km) têm metade disso. A NASA observa que todos os asteroides juntos pesam menos que a Lua.
O cascalho espalhado no caminho entre os arcos é só para mostrar. Nesta escala, um asteroide típico seria menor que um grão de poeira, e os espaços entre eles seriam medidos em metros de ar vazio. Naves já cruzaram o cinturão muitas vezes sem precisar desviar de nada.
Mais para dentro, postes marcam três asteroides que naves visitaram, de onde trouxeram amostras ou onde pousaram: Bennu, Ryugu e Eros. O poste de Apófis fica entre Vênus e a Terra. Em 13 de abril de 2029 ele vai passar a 32.000 km da Terra, o que nesta escala são 3,2 cm da bolinha de gude.
Até o cinturão de Kuiper
O cinturão de Kuiper é um anel largo de corpos gelados, de cerca de 30 a 50 AU, e seus dois arcos ficam a 4,49 km e 7,48 km do Sol. Netuno está logo antes do primeiro arco. Plutão, um grão de gergelim de 2,4 mm, fica a 5,87 km. Depois vêm os postes de Haumea, Quaoar, Makemake e Arrokoth, o objeto de dois lobos que a New Horizons sobrevoou em 1º de janeiro de 2019.
A própria New Horizons tem um poste a 9,85 km, onde estava em outubro de 2026, a 65,8 AU do Sol. O caminho termina a 10,3 km, logo depois de Éris. Éris tem quase exatamente o tamanho de Plutão e é um pouco mais pesado. Foi sua descoberta em 2005 que levou a União Astronômica Internacional a escrever uma definição de planeta em 2006, e essa definição passou Plutão para a nova classe dos planetas anões.
O que dizem as placas no fim
Muitas coisas ficam longe demais para um parque. As placas no fim do caminho dão cada uma como uma distância no parque:
- A Voyager 1, a nave mais distante, estava a 172 AU do Sol em outubro de 2026. Isso dá 25,7 km no parque. Pelos cálculos da NASA, ela estará a um dia-luz da Terra em 18 de novembro de 2026.
- A Voyager 2 está a 144 AU (21,6 km), e as silenciosas Pioneer 10 e 11 estão a 142 e 119 AU, respectivamente.
- A heliopausa, a borda da bolha do vento solar, estava a 121,6 AU quando a Voyager 1 a cruzou em 25 de agosto de 2012: 18,2 km no parque.
- A nuvem de Oort é uma casca de cometas que ninguém viu diretamente. Ela pode começar em algum ponto entre 2.000 e 5.000 AU (300 km ou mais no parque) e chegar a 100.000 AU, o que daria uns 15.000 km.
- Próxima Centauri, a estrela mais próxima, fica a 40.208 km no parque, quase uma volta no equador da Terra, de 40.075 km.
Então, se o Sol estivesse num parque da sua cidade, a estrela mais próxima seria outra bola de tamanho parecido do outro lado do planeta.
Passeios em escala que você pode visitar
É uma ideia querida, e várias cidades construíram o seu em pedra e metal:
- Voyage, no National Mall, em Washington, foi inaugurado em 17 de outubro de 2001 na escala de um décimo de bilionésimo, um décimo deste. Seu Sol é uma bola de 13,9 cm e Plutão fica a cerca de 600 m.
- O Sagan Planet Walk, em Ithaca, Nova York, foi construído em 1997 pelo Sciencenter em homenagem a Carl Sagan. Ele se estende por 1,2 km na escala de um quinto de bilionésimo.
- Sweden Solar System usa como Sol a Avicii Arena, em Estocolmo, um dos maiores prédios esféricos do mundo. Na escala de um vinte-milionésimo, os planetas se alinham para o norte pelo país inteiro.
O passeio daqui tem dez vezes a escala do Voyage, o que deixa a Terra grande o bastante para ser vista como uma bola (1,27 cm), e a caminhada até Netuno ainda cabe numa tarde.
Como o modelo difere do Sistema Solar real
- Tudo em linha. Os planetas nunca se alinham. Cada um está em algum ponto da sua órbita, e o modelo coloca todos em fila para que um só caminho passe por cada um.
- Distâncias médias. Cada pedestal fica na distância média. A distância real de Mercúrio varia entre 46 e 70 milhões de km, a de Marte entre 207 e 249, e a de Plutão entre 30 e 49 AU, então um pedestal "de hoje" estaria em outro lugar.
- Luas em fila. As luas ficam num só trilho, na distância média do planeta, e não espalhadas pelas órbitas.
- As distâncias das naves têm data. As sondas que estão deixando o Sistema Solar continuam se movendo. A Voyager 1 soma cerca de 3,6 AU por ano, o que dá 540 m de caminho.
- Bolas redondas. Saturno é cerca de 11 % mais largo no equador do que de polo a polo, e as bolas usam o diâmetro médio. Haumea, que tem forma de ovo, é a única desenhada esticada.
- Brilho. A bola do Sol brilha mas não ofusca, e os planetas são iluminados pela luz de fim de tarde do parque, não pela bola do Sol.
- Árvores, postes de luz e bancos têm tamanho real, sem escala, para você sentir quanto já andou.
Calcular um percurso antes de construí-lo
Comece com metros nos dois lados da conta. O diâmetro do Sol na tabela da exposição é 1.391.400 km. Multiplicado por 1000, vira 1.391.400.000 m. Dividido por 1.000.000.000, dá um diâmetro de modelo de 1,3914 m. Se a divisão for feita deixando o valor original em quilômetros, o resultado sai em quilômetros, não em metros. Uma unidade fora do lugar pode deixar um modelo do tamanho de um parque mil vezes pequeno demais.
A distância da Terra segue a mesma regra. A tabela dá 149.598.000 km, que viram 149.598.000.000 m antes da redução e 149,598 m depois. O diâmetro da Terra, 12.742 km, vira 0,012742 m, ou 12,742 mm. Distância e diâmetro partem de valores muito diferentes, mas precisam ter o mesmo divisor. Os 4.514.953.000 km de Netuno viram 4514,953 m de caminho. São esses os valores usados para posicionar as paradas, e não distâncias estimadas pela aparência na tela.
Suponha um visitante cujos passos têm 0,70 m. É um comprimento de passo suposto para este cálculo, não uma propriedade medida do visitante nem um ajuste da exposição. Divida cada distância do modelo por 0,70. A Terra fica a cerca de 214 passos do Sol, e Netuno a cerca de 6450 passos. A 1,4 m/s, esse visitante dá dois passos por segundo; a Terra exige então cerca de 107 segundos e Netuno cerca de 3225 segundos, ou 53,8 minutos. Passos mais longos mudam o número de passos, não o lugar dos planetas.
Uma boa verificação é escolher primeiro o diâmetro do Sol e dele tirar a distância até a Terra. Aqui, a distância é de cerca de 107,5 diâmetros solares. Se uma sala de aula usar um Sol de apenas 10 cm, a Terra deve ficar a cerca de 10,75 m. Deixar a Terra a 149,598 m e trocar por esse Sol menor misturaria duas escalas diferentes. O resultado pode ser cômodo para exibir, mas deixaria de preservar os tamanhos aparentes e a proporção de espaço vazio.
Por que um livro precisa de mais de uma escala
Imagine encaixar o Sol e Netuno numa página de 30 cm de largura, com o Sol numa borda e Netuno na outra. Comprimir os 4514,953 m do modelo em 0,30 m reduz todos os seus comprimentos por mais um fator de cerca de 15.050. O diâmetro do Sol, 1,3914 m, passa a cerca de 0,092 mm, mais fino que um traço comum de lápis. A Terra passa a cerca de 0,00085 mm, ou 0,85 micrômetro. Nenhuma cor impressa nem legenda transforma esse ponto num globo reconhecível sem ampliá-lo em relação às distâncias.
Agora tente a exigência oposta: fazer da Terra um ponto visível de 1 mm. Isso é cerca de 1/13 do diâmetro dela no parque. Netuno precisaria então ficar a cerca de 354 m do Sol, e não na outra borda de uma página. Alargar o livro não resolve o problema, a menos que a página vire uma faixa comprida de centenas de metros. Mostrar oito belos retratos de planetas numa página dupla é outra tarefa, diferente de representar com fidelidade seus tamanhos e suas separações.
Isso não torna todo diagrama pouco confiável. Um diagrama pode mostrar a ordem das órbitas, os diâmetros relativos, o aspecto das superfícies ou a forma de uma trajetória. Leia a legenda para saber quais grandezas estão desenhadas em escala. Um diagrama de órbitas pode ampliar todos os planetas por igual, ampliar mais os pequenos que os grandes, ou comprimir as distâncias externas. Nenhuma dessas escolhas serve para medir uma distância de viagem com uma régua.
A linha de paradas daqui também tem um limite: ela compara distâncias orbitais e não é um mapa das posições dos planetas hoje. Subtrair a parada da Terra da parada de Netuno dá, nesta disposição, uma diferença de distâncias ao Sol. Não dá a separação entre a Terra e Netuno numa data específica. Na realidade, importa tanto o ângulo entre as direções deles quanto as distâncias de cada um ao Sol. Uma missão de verdade precisa de efemérides e de um cálculo de trajetória, não do caminho a pé mais curto entre dois pedestais.
Um atraso de sinal não é um tempo de viagem
O interruptor de luz mantém a unidade de tempo e reduz só a distância. Com 149.598.000 km entre o Sol e a Terra, o tempo de ida da luz é de cerca de 499 segundos, por convenção arredondado para 8 minutos e 20 segundos. A distância de Netuno dá cerca de 15.060 segundos, ou 4 horas e 11 minutos. Um pulso de luz do modelo leva, portanto, esses mesmos tempos para passar pelas paradas correspondentes. A escala reduziu sua velocidade a cerca de 0,30 m/s; não fez a luz do Sol chegar instantaneamente.
Uma resposta acrescenta outro atraso. Para um experimento mental simples, ponha um receptor na distância solar média de Netuno e envie-lhe uma pergunta a partir do Sol. Mesmo uma resposta imediata não voltaria em menos de cerca de 8 horas e 22 minutos. Isso dobra o atraso de ida e ignora o tempo de processamento. Não é uma previsão para uma antena na Terra: seria preciso incluir a posição da Terra e a distância real da sonda. Os controladores precisam distinguir o momento em que um comando sai da Terra do momento posterior em que a sonda pode executá-lo.
A missão New Horizons, da NASA, mostra por que o tempo da luz deve ficar separado do tempo de voo. A sonda foi lançada em 19 de janeiro de 2006, passou por Júpiter para uma assistência gravitacional em 28 de fevereiro de 2007 e sobrevoou Plutão em 14 de julho de 2015. São cerca de 9,5 anos do lançamento até Plutão. Um fóton leva horas para atravessar uma distância comparável. Dividir uma distância pela velocidade da luz responde a uma pergunta de comunicação, não à pergunta de quando uma nave vai chegar.
O encontro com Júpiter mudou a trajetória e a velocidade da sonda. Uma nave normalmente não aponta para o destino e segue por uma régua reta a uma velocidade fixa. Ela segue um caminho sob a gravidade, e sua velocidade é sempre relativa a alguma coisa, como a Terra ou o Sol. Os ajustes de velocidade da exposição descrevem o movimento do visitante no parque, e não motores de nave que se possa escolher. Chegar depressa a Plutão com a viagem rápida não diz nada sobre a energia nem sobre a janela de lançamento de um voo real.
Modelos maiores ocupam um país
O Sistema Solar da Suécia dá ao mesmo problema de escala uma resposta diferente. Seus organizadores descrevem uma escala de 1:20 milhões, com o Globe, em Estocolmo, representando o Sol e os planetas internos na região de Estocolmo. O modelo se estende para o norte; o seu Plutão fica em Delsbo, a cerca de 300 km do Globe. São instalações separadas, com anfitriões locais, e não objetos que se possam examinar todos de um mesmo ponto.
Compare essa escala com o 1:1 bilhão desta exposição. Dividir um bilhão por vinte milhões dá 50, de modo que os comprimentos correspondentes na Suécia são 50 vezes maiores. Aplicado ao Sol desta exposição, esse fator dá cerca de 69,6 m; à distância da Terra, cerca de 7,48 km; e à distância de Plutão, cerca de 293 km. O último resultado pode ser descrito, com razoável precisão, como cerca de 300 km. São cálculos feitos com os valores astronômicos adotados aqui, e não novas medições de um edifício ou do trajeto de estrada entre as instalações.
A comparação explica por que as indicações de viagem exigem cuidado. A distância em escala de uma parada representa uma separação astronômica. Uma estrada pode ter curvas, e o visitante pode precisar fazer um desvio. O tempo mostrado num planejador de trajetos não é, portanto, outra medida da unidade astronômica. Tanto as instalações suecas quanto os modelos menores de parque precisam de placas que expliquem a que se referem as distâncias medidas. O visitante não deve concluir que a duração de uma viagem de ônibus é o raio de uma órbita planetária em escala.
Três verificações a fazer na tela
Comece no Sol e escolha a Terra no guia. Antes de sair, preveja um globo de 1,27 cm a cerca de 150 m de distância. Compare essa previsão com o indicador de distância e com o globinho sobre o pedestal. Depois escolha Netuno. A bola dele tem só cerca de 3,9 vezes o diâmetro da Terra, e mesmo assim a parada fica cerca de 30,2 vezes mais longe do Sol. Essas razões respondem a perguntas diferentes. Um planeta não precisa ser maior só porque ocupa uma órbita maior.
Volte ao início e ligue "Enviar luz do Sol". Use o ajuste de 1,4 m/s e "Andar até a próxima" para uma comparação com uma caminhada comum. Depois de 60 segundos, o visitante poderia percorrer 84 m, enquanto a luz em escala percorre só cerca de 18 m. Obstáculos ou uma mudança de rota podem alterar o progresso do visitante; use isso como previsão para um caminho reto, não como promessa de que todo movimento manual vai coincidir com os números. A lentidão do pulso vem da escala espacial e não afirma que as pessoas possam ultrapassar a luz na realidade.
Por fim, use o guia para comparar a Terra, a Lua e as luas de Júpiter. Os 38,4 cm de separação da Lua são fáceis de subestimar quando o globo da Terra tem só 1,27 cm de largura. Ao mudar o ponto de vista, mantenha separadas a distância mostrada e a distância aparente: a perspectiva pode fazer objetos distantes parecerem próximos. O modelo preserva os comprimentos dentro da sua cena, mas a câmera os projeta numa tela plana. Uma captura de tela sozinha não é uma régua para esse espaço tridimensional.
157 coisas ao longo do caminho
O guia agora lista 157 coisas: o Sol, oito planetas e cinco planetas anões, 44 luas, 40 asteroides e cometas, 45 naves e doze limites e estrelas. Tudo fica na posição indicada pela distância real, e cada esfera tem o tamanho correto na escala. Por isso, quase tudo é muito menor que um grão de areia. O guia tem duas linhas de filtros: uma por tipo e outra por trecho (do Sol a Marte, cinturão de asteroides, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, cinturão de Kuiper e além). Digitar um nome pesquisa no idioma da página e em inglês ou coreano. Uma marca indica o que você já viu.
As luas ficam na distância média de seu planeta conforme as tabelas de órbitas e tamanhos de satélites do JPL. As próximas são distribuídas em ângulos diferentes para que os pinos não se escondam: Métis, Adrasteia, Amalteia e Tebe, as quatro pequenas luas internas de Júpiter, ficam a até 23 cm da esfera de 14 cm. Os pastores dos anéis de Saturno, Pã, Atlas, Prometeu e Pandora, ficam dentro ou logo fora do anel de 27 cm. Três luas são distantes demais para um suporte contínuo: Himalia a 11.4 m de Júpiter, Febe a 12.9 m de Saturno e Nereida a 5.5 m de Netuno, cada uma em seu poste na grama. As quatro pequenas luas de Plutão ficam em fios finos como cabelos, de 4 a 7 cm da conta de 2.4 mm.
Asteroides e cometas vêm do banco de dados de pequenos corpos do JPL, que fornece o semieixo maior da órbita e o diâmetro, quando medido. Itokawa, Bennu e Ryugu, os três asteroides visitados por missões de coleta, têm aqui menos de um micrômetro. Os troianos de Júpiter compartilham sua órbita 60 graus à frente e atrás e ficam em postes a até 15 m do pedestal: Orus, Polimele, Pátroclo, Euríbates e Leuco, todos alvos da Lucy.
Naves que visitaram um planeta aparecem no expositor dele; suas entradas no guia levam você até lá. As que trabalham em um ponto do espaço têm placa própria: SOHO e DSCOVR em L1, 1.5 m à frente da bolinha terrestre; Webb e Euclid em L2, 1.5 m atrás; Parker Solar Probe e Solar Orbiter em seus pontos mais próximos do Sol. Naves nunca são desenhadas no tamanho real. A um bilionésimo, mesmo a maior seria menor que um átomo: as placas são sinais, não modelos.
Um expositor em cada parada
Diante do Sol, de cada planeta, de Ceres e de Plutão há um expositor com ficha numérica e corte ampliado. A ficha mostra diâmetro médio, massa, duração do dia e do ano, temperatura média e número de luas conhecidas, segundo os dados planetários da NASA. Mercúrio tem o dia mais longo: 175.9 dias terrestres de meio-dia a meio-dia, dois de seus anos de 88 dias. Vênus gira ao contrário; seu dia de 116.8 dias terrestres equivale a cerca de meio ano venusiano. Saturno mostra 274 luas conhecidas e Júpiter 95.
O corte não está em escala. É um globo de 34 cm com um quarto removido, mostrando as camadas descritas pela NASA: núcleo, zona radiativa e zona convectiva do Sol; núcleo interno, núcleo externo, manto e crosta terrestres; hidrogênio metálico em Júpiter e Saturno; gelos de água, amônia e metano em Urano e Netuno. Os interiores dos gigantes são modelos baseados em medições gravitacionais e podem mudar; por isso, o expositor informa que os tamanhos estão arredondados. As camadas terrestres são medidas por ondas sísmicas e têm os valores mais firmes do caminho.
Tarefas, placas ocultas e mapa
O painel «Tarefas» tem sete tarefas que verificam suas ações na cena, não seus cliques. Uma pede onde a luz solar tem 8 minutos e 20 segundos: o pedestal terrestre. Outra pede as quatro grandes luas de Júpiter, encontradas ao caminhar junto ao suporte. Há uma pergunta: quanto dura um passeio até a Voyager 1? O caminho teria 25.7 km, portanto pouco mais de cinco horas. A corrida é a tarefa mais estranha: ative o pulso de luz e chegue a Mercúrio antes dele, algo que qualquer pessoa consegue nesta escala.
Há 13 placas de latão na grama junto ao caminho, sem etiquetas. Marcam os pontos mais próximos e distantes do Sol de Mercúrio, Terra, Marte e Plutão, onde a luz tem um minuto e uma hora, onde a Voyager 1 fotografou o pálido ponto azul e onde Júpiter despedaçou Shoemaker-Levy 9. A aba «Achados ocultos» mostra interrogações até você se aproximar, com a parada mais próxima como pista.
O mapa inferior comprime os 10.3 km do caminho em uma faixa. Uma escala linear colocaria os quatro planetas internos a menos de um pixel do Sol; por isso, usa uma escala logarítmica. A seta branca indica sua posição. Toque em qualquer ponto para ir à parada mais próxima. «Tamanhos e distâncias» mostra os mesmos planetas duas vezes a um bilionésimo: como esferas lado a lado e como pontos no caminho. Para manter as esferas visíveis, a linha delas é desenhada milhares de vezes maior que a das distâncias. O painel informa ambas as escalas.
Da velocidade da luz ao carro
O botão de velocidade tem seis níveis. Passeio, caminhada rápida, corrida e bicicleta correspondem a velocidades humanas reais. O carro vai a 25 m/s, 90 km/h, chegando a Netuno em três minutos. A luz é a mais lenta, 0.30 m/s, pois seus 299,792 km por segundo são reduzidos a um bilionésimo no parque. Caminhar à velocidade da luz é o único ajuste em que o relógio e o tempo da luz sempre coincidem: você alcança a Terra após 8 minutos e 19 segundos.
Órbitas não são círculos
Cada esfera fica na distância média de seu planeta, mas nenhuma órbita é um círculo perfeito. Mercúrio oscila entre 46.0 e 69.8 milhões de km, deixando suas placas separadas por 24 m. As terrestres ficam apenas 5 m apartadas, a 147.1 e 152.1 m, e a Terra está mais perto do Sol no início de janeiro. Assim, a distância não pode causar as estações. A órbita de Plutão é a mais alongada do caminho: seu ponto mais próximo, a 4,436.8 m, fica dentro da marca de Netuno. De 1979 a 1999, Plutão esteve realmente mais perto do Sol que Netuno.
Perguntas
Por que um bilionésimo e não uma escala menor?
Porque num bilionésimo a Terra ainda é uma bola que dá para ver e segurar, e Netuno é uma caminhada, não uma viagem de carro. Num décimo de bilionésimo, como no National Mall, a Terra encolhe para uma cabeça de alfinete de 1,3 mm. Num centésimo de milionésimo, o Sol teria 13,9 m e Netuno ficaria a 45 km.
Quanto tempo leva para percorrer tudo?
No passo comum de 1,4 m/s, a Terra fica a menos de dois minutos, Netuno a 54 minutos, Plutão a 70 minutos e o fim do caminho, depois de Éris, a pouco mais de duas horas. A Voyager 1, a 25,7 km, ficaria a umas cinco horas de caminhada.
Por que não consigo ver o próximo planeta de onde estou?
Porque os intervalos são enormes e as bolas são pequenas. Do pedestal da Terra, Marte é uma ervilha de 6,8 mm a 78 m. Ela ocupa 0,005°, mais ou menos o que um fio de cabelo segurado com o braço esticado. As placas e as marcas pintadas estão ali para você saber para onde olhar.
Plutão é um planeta?
Desde 2006, a União Astronômica Internacional classifica Plutão como planeta anão. Ele é redondo e orbita o Sol, mas não limpou sua região do espaço de outros corpos: o cinturão de Kuiper ao redor tem muitos objetos de tamanho parecido. Ceres, Éris, Haumea e Makemake são planetas anões pelo mesmo motivo.
Uma nave que cruza o cinturão de asteroides bateria em alguma coisa?
Quase certamente não. No parque, o cinturão tem 150 m de profundidade, e as rochas dentro dele seriam menores que poeira. A Pioneer 10 foi a primeira nave a cruzá-lo, em 1972 e 1973, e todas as travessias desde então foram tranquilas.
Onde fica a borda do Sistema Solar?
Depende do que você conta. A heliopausa, onde o vento solar dá lugar ao gás interestelar, fica a cerca de 120 AU (18 km no parque). A gravidade do Sol ainda prende cometas na nuvem de Oort muito mais longe, talvez até 100.000 AU (aqui, 15.000 km).
Quanto vale um ano-luz nesta escala?
Um ano-luz são 9,46 trilhões de km, então no parque ele mede 9.461 km, quase um quarto de volta na Terra. Próxima Centauri, a 4,25 anos-luz, acaba a 40.208 km da bola do Sol.
Por que a luz do Sol leva 8 minutos para chegar à Terra, mas 4 horas para chegar a Netuno?
Porque a luz percorre sempre 299.792 km por segundo. Netuno está 30 vezes mais longe do Sol que a Terra, então seu tempo de luz é 30 vezes maior: 8 minutos e 19 segundos × 30,2 dá cerca de 4 horas e 11 minutos.
As bolas giram?
Devagar, para você ver a superfície mudar. Nesse tamanho, a rotação real seria lenta demais para notar, exceto em Júpiter e Saturno, que dão uma volta em cerca de dez horas.
Reduzir o modelo encurta o atraso da luz?
Não. Aqui só os comprimentos são reduzidos. A velocidade da luz no modelo é de cerca de 0,30 m/s, então o atraso do Sol até a Terra continua sendo de cerca de 499 segundos. Andar mais depressa muda o movimento do visitante, não o pulso de luz nem a velocidade real da luz.
Por que aqui a luz é mais lenta que caminhar?
Porque só os comprimentos são reduzidos. A luz ainda leva 499 segundos para alcançar a Terra, mas ela agora está a 149.6 m. No parque, a luz percorre 149.6 m em 499 s, cerca de 0.30 m/s. Um passeio a 1.4 m/s é quase cinco vezes mais rápido. O atraso real da luz nunca muda.
Por que algumas luas ficam longe na grama?
Porque realmente ficam tão longe de seus planetas. Himalia orbita a 11.4 milhões de km de Júpiter, Febe a 12.9 milhões de km de Saturno e Nereida a uma distância média de 5.5 milhões de km de Netuno. Um suporte tão longo cruzaria o caminho, então cada uma tem um poste à distância correta.
De onde vêm as posições das naves?
Naves além dos planetas usam distâncias ao Sol datadas de outubro de 2026. As que orbitam ou pousaram em um corpo aparecem junto a ele. As de L1 e L2 ficam a 1.5 milhão de km em direção ao Sol ou atrás da Terra. Missões a caminho, como Europa Clipper e JUICE, aparecem no destino com o ano de chegada.
Por que alguns cortes indicam tamanhos arredondados?
As camadas terrestres são medidas por ondas sísmicas, e o tamanho do núcleo marciano vem do sismômetro da InSight. Ninguém enviou um sismômetro ao interior de Júpiter, Saturno, Urano ou Netuno. Seus interiores vêm de modelos compatíveis com medições gravitacionais e magnéticas; por isso, os tamanhos mostrados são arredondados.
Todos os outros planetas realmente cabem entre a Terra e a Lua?
Sim, por pouco. Os diâmetros médios de Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno somam 380,016 km, e a distância média da Lua é 384,400 km. Uma placa oculta junto ao pedestal terrestre explica isso. No caminho, são os 38.4 cm entre a bolinha e a conta lunar.
Termos
- AU (unidade astronômica): 149.597.870,7 km, mais ou menos a distância média da Terra ao Sol. No parque, 149,6 m.
- Semieixo maior: metade da maior largura de uma órbita elíptica, usada aqui como a distância média de um planeta ao Sol.
- Tempo de luz: quanto a luz leva para percorrer uma distância, a 299.792,458 km por segundo.
- Planeta anão: um corpo redondo que orbita o Sol mas não limpou sua órbita de outros corpos.
- Cinturão de Kuiper: um anel de corpos gelados além de Netuno, a cerca de 30 a 50 AU do Sol.
- Nuvem de Oort: uma casca distante de cometas que se acredita envolver o Sistema Solar, nunca observada diretamente.
- Heliopausa: a borda da bolha que o vento solar sopra no espaço interestelar.
- L2: um ponto 1,5 milhão de km além da Terra, do lado oposto ao Sol, onde uma nave pode acompanhar a Terra.
Fontes
- NASA NSSDCA, Planetary Fact Sheet (Metric). https://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/factsheet/ (checked 17 October 2026)
- NASA NSSDCA, Sun Fact Sheet. https://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/factsheet/sunfact.html (checked 17 October 2026)
- NASA NSSDCA, Moon Fact Sheet. https://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/factsheet/moonfact.html (checked 17 October 2026)
- NASA NSSDCA, Pluto Fact Sheet. https://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/factsheet/plutofact.html (checked 17 October 2026)
- NASA JPL Solar System Dynamics, Planetary Satellite Physical Parameters. https://ssd.jpl.nasa.gov/sats/phys_par/ (checked 17 October 2026)
- NASA JPL Solar System Dynamics, Planetary Satellite Mean Elements. https://ssd.jpl.nasa.gov/sats/elem/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Ceres: Facts. https://science.nasa.gov/dwarf-planets/ceres/facts/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Asteroids. https://science.nasa.gov/solar-system/asteroids/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Apophis. https://science.nasa.gov/solar-system/asteroids/apophis/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Kuiper Belt. https://science.nasa.gov/solar-system/kuiper-belt/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Oort Cloud. https://science.nasa.gov/solar-system/oort-cloud/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Voyager 1: What Is a Light-Day. https://science.nasa.gov/mission/voyager/voyager-1/voyager-1-what-is-a-light-day (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Where Are Voyager 1 and Voyager 2 Now? https://science.nasa.gov/mission/voyager/where-are-voyager-1-and-voyager-2-now/ (checked 17 October 2026)
- Heavens-Above, Spacecraft escaping the Solar System. https://www.heavens-above.com/SolarEscape.aspx (checked 17 October 2026)
- NASA Science, New Horizons. https://science.nasa.gov/mission/new-horizons/ (checked 17 October 2026)
- NASA Science, Webb Orbit. https://science.nasa.gov/mission/webb/orbit/ (checked 17 October 2026)
- IAU (ESO archive), Resolution B5: Definition of a Planet in the Solar System (2006). https://iauarchive.eso.org/static/resolutions/Resolution_GA26-5-6.pdf (checked 17 October 2026)
- NASA Imagine the Universe, The Nearest Neighbor Star. https://imagine.gsfc.nasa.gov/features/cosmic/nearest_star_info.html (checked 17 October 2026)
- NASA / Journey through the Universe, Voyage Scale Model Solar System lesson. https://science.nasa.gov/wp-content/uploads/2023/09/voyagescalemodelss.pdf (checked 17 October 2026)
- Sciencenter, Sagan Planet Walk. https://sciencenter.org/experiences/sagan/ (checked 17 October 2026)
- Sharing Sweden, Sweden Solar System. https://sharingsweden.se/materials/sweden-solar-system/ (checked 17 October 2026)
- NASA JPL Solar System Dynamics, API do banco de pequenos corpos. https://ssd-api.jpl.nasa.gov/doc/sbdb.html (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA JPL Solar System Dynamics, Consulta ao banco de pequenos corpos. https://ssd.jpl.nasa.gov/tools/sbdb_lookup.html (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Plutão: dados. https://science.nasa.gov/dwarf-planets/pluto/facts/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, O pálido ponto azul da Voyager 1. https://science.nasa.gov/mission/voyager/voyager-1s-pale-blue-dot/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Cometa Shoemaker-Levy 9. https://science.nasa.gov/solar-system/comets/p-shoemaker-levy-9/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, SOHO. https://science.nasa.gov/mission/soho/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Solar Orbiter. https://science.nasa.gov/mission/solar-orbiter/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Parker Solar Probe. https://science.nasa.gov/mission/parker-solar-probe/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, MESSENGER. https://science.nasa.gov/mission/messenger/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- ESA, BepiColombo. https://www.esa.int/Science_Exploration/Space_Science/BepiColombo (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Magellan. https://science.nasa.gov/mission/magellan/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- JAXA, Orbitador climático de Vênus Akatsuki. https://global.jaxa.jp/projects/sas/planet_c/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Telescópio Espacial Hubble. https://science.nasa.gov/mission/hubble/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- ESA, Euclid. https://www.esa.int/Science_Exploration/Space_Science/Euclid (consultado em 26 de outubro de 2026)
- ISRO, Chandrayaan-3. https://www.isro.gov.in/Chandrayaan3_Details.html (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Mars Reconnaissance Orbiter. https://science.nasa.gov/mission/mars-reconnaissance-orbiter/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Mars 2020: Perseverance. https://science.nasa.gov/mission/mars-2020-perseverance/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Helicóptero marciano Ingenuity. https://science.nasa.gov/mission/mars-2020-perseverance/ingenuity-mars-helicopter/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, OSIRIS-REx. https://science.nasa.gov/mission/osiris-rex/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- JAXA, Projeto Hayabusa2. https://www.hayabusa2.jaxa.jp/en/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, DART. https://science.nasa.gov/mission/dart/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Dawn. https://science.nasa.gov/mission/dawn/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- ESA, Rosetta. https://www.esa.int/Science_Exploration/Space_Science/Rosetta (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Lucy. https://science.nasa.gov/mission/lucy/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Juno. https://science.nasa.gov/mission/juno/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Europa Clipper. https://science.nasa.gov/mission/europa-clipper/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- ESA, JUICE. https://www.esa.int/Science_Exploration/Space_Science/Juice (consultado em 26 de outubro de 2026)
- NASA Science, Cassini. https://science.nasa.gov/mission/cassini/ (consultado em 26 de outubro de 2026)
- ESA, Cassini-Huygens. https://www.esa.int/Science_Exploration/Space_Science/Cassini-Huygens (consultado em 26 de outubro de 2026)





